Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados alarmantes sobre o bullying nas escolas brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), quatro em cada dez estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já foram alvos de bullying. Além disso, 27,2% desses alunos afirmaram ter sofrido alguma forma de humilhação duas ou mais vezes.
Comparado com a pesquisa anterior, realizada em 2019, houve um aumento considerável no número de estudantes que relataram ter sido vítimas de bullying. O gerente da pesquisa, Marco Andreazzi, destacou que a persistência e intensidade desses episódios também aumentaram, indicando uma tendência preocupante.
Os dados revelaram que as meninas são mais frequentemente alvo de bullying, com 43,3% delas sofrendo alguma forma de violência na escola. A aparência do rosto ou cabelo foi o principal motivo de ataques, ocorrendo em 30,2% dos casos. Além disso, 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.
Os agressores também foram identificados na pesquisa, com 13,7% dos estudantes admitindo ter praticado bullying. Os motivos mais citados foram a aparência do rosto, cabelo ou corpo, além da cor ou raça. No entanto, alguns agressores relataram motivos diferentes dos que foram mencionados pelas vítimas.
Além das agressões físicas, a pesquisa também abordou o bullying virtual, que apresentou uma redução em relação a 2019. No entanto, as meninas continuam sendo as mais afetadas nesse cenário, com 15,2% delas relatando casos de humilhação ou ameaças online, contra 10,3% dos meninos.
Em relação às ações preventivas, o IBGE identificou que apenas metade dos alunos estudavam em escolas que participaram de iniciativas como o Programa de Saúde nas Escolas (PSE), que visa aumentar o bem-estar dos estudantes. Apenas cerca de 43,2% das escolas realizaram ações de prevenção de bullying, evidenciando a necessidade de mais investimento nessa área.
