O vice-prefeito de Feira de Santana e secretário de Educação, Pablo Roberto (PSDB), respondeu às reivindicações dos professores da APLB Sindicato durante uma entrevista no Programa Acorda Cidade.
No conflito que se arrasta desde que os professores da rede municipal entraram em estado de greve em busca do cumprimento de 13 itens reivindicados pela categoria, o governo municipal tomou medidas para tentar resolver a situação e evitar uma paralisação por tempo indeterminado.
Após uma tentativa de negociação na última segunda-feira (23), a presidente do Sindicato, Marlede Oliveira, confirmou avanços nas tratativas. O governo se comprometeu a cumprir o piso salarial inicial dos professores com um reajuste de 5,4%, retroativo a janeiro, a ser pago a partir de abril.
“Governo está desarmado”
Pablo afirmou que o governo está “desarmado” nas negociações com a APLB. Uma comissão paritária foi formada com sete membros de cada lado para buscar avanços. Inicialmente, a comissão estava desbalanceada, mas agora está equilibrada.
O secretário destacou a importância da última reunião com o sindicato, onde a contabilidade e a Secretaria da Fazenda abriram as informações necessárias para que a categoria pudesse verificar a situação financeira do município e apresentar uma proposta.
Pablo está agilizando a elaboração de um projeto de lei que concederá o reajuste salarial aos professores, o qual precisará ser encaminhado e aprovado pela câmara.
Além disso, Pablo pretende criar um projeto de lei para estabelecer um limite de gastos dos recursos destinados à educação, com 80% dos recursos do Fundeb destinados à folha de pagamento dos profissionais da educação.
O secretário ressaltou que, devido às negociações em andamento, não há necessidade para paralisações ou estado de greve, e aguarda avanços até o dia 15 de abril.
“A pauta é antiga”
A presidente da APLB, Marlede, falou sobre a longa lista de reivindicações antigas da categoria, incluindo a tabela salarial dos professores que não é acompanhada há sete anos pelo governo municipal. Ela destacou a importância do cumprimento da lei de 1994 que garante a remuneração e valorização dos professores.
Marlede mencionou que, mesmo após determinação do Tribunal de Justiça, poucos itens da pauta foram cumpridos nas negociações anteriores. Ela também criticou a falta de professores na rede municipal e afirmou que o governo levou a categoria à paralisação e ao estado de greve.
Por sua vez, Pablo reconheceu a falta de professores na rede e se comprometeu a resolver a situação na próxima semana, garantindo a contratação imediata de profissionais.
Marlede enfatizou a importância do diálogo e do cumprimento das leis, como a tabela salarial dos professores, e espera que o governo abra as contas para viabilizar as soluções necessárias.

