O vice-prefeito de Feira de Santana e secretário de Educação, Pablo Roberto, respondeu às reivindicações dos professores da APLB Sindicato durante o Programa Acorda Cidade.
Desde que os professores da rede municipal entraram em estado de greve para que o governo atenda aos 13 itens reivindicados pela categoria, o conflito continua, podendo levar a uma paralisação por tempo indeterminado.
Após uma tentativa de negociação, o governo se comprometeu a cumprir o piso salarial inicial dos professores com reajuste de 5,4% retroativo a janeiro, a ser pago a partir de abril.
“Governo está desarmado”
O secretário afirmou que o governo está “desarmado” nas negociações com a APLB e que uma comissão paritária foi formada para garantir avanços. O governo está correndo para desenvolver um projeto de lei que concederá o reajuste aos professores, o qual precisa ser aprovado pela câmara.
Pablo também pretende criar um projeto de lei para estabelecer um teto de gastos dos recursos da educação, destinando 80% dos recursos do Fundeb para a folha de pagamento dos trabalhadores da educação.
O secretário enfatizou que não há necessidade de continuação das paralisações, pois as negociações estão avançando e o governo tem se empenhado em resolver as demandas da categoria.
“A pauta é antiga”
Marlede ressaltou que a pauta dos professores é antiga e que o governo ainda não a resolveu. Ela lembrou que, há quatro anos, os professores foram reprimidos pela prefeitura quando cobravam a resposta das reivindicações.
Um dos itens pendentes é a tabela salarial dos professores, que não é atualizada há sete anos, impactando na progressão de carreira e na valorização dos profissionais.
Marlede explicou que o Tribunal de Justiça obrigou a prefeitura a negociar com a APLB, mas a maioria dos itens na pauta de negociação ainda não foi cumprida.
No entanto, tanto Pablo quanto Marlede concordam que o diálogo é essencial para encontrar soluções para as demandas dos professores e resolver os impasses existentes na educação municipal.

