Os professores da rede pública municipal de Feira de Santana aprovaram, na manhã desta quinta-feira (26), um indicativo de greve. A decisão foi tomada durante uma assembleia convocada pela APLB, sindicato que representa a categoria. Na prática, a medida sinaliza a disposição de paralisar as atividades caso as negociações não avancem.
Em entrevista, a professora Marlede Oliveira, presidente da APLB, destacou a assembleia como um momento muito positivo. Ela afirmou que o movimento reflete a insatisfação da categoria com o descumprimento de um acordo firmado entre o município e os professores.
Marlede ressaltou que o município se comprometeu a atender 14 demandas da categoria, com exceção das duas principais: a mudança de referência e a correção da tabela salarial, que está defasada desde 2022. Caso não haja uma resposta concreta até a próxima assembleia, marcada para o dia 5 de fevereiro, a greve poderá ser iniciada.
A presidente da APLB enfatizou a importância de cumprir a tabela salarial, mencionando que o município possui boa arrecadação e repasses frequentes, mas, mesmo assim, os professores continuam sofrendo com a desvalorização. Ela ressaltou que Feira de Santana é hoje o pior município em termos de remuneração para os docentes, levando profissionais a buscar oportunidades em cidades vizinhas.
Desvalorização
Marlede Oliveira destacou a desvalorização dos professores em Feira de Santana em comparação com outras regiões, mencionando que a situação leva profissionais a buscar melhores condições em municípios vizinhos. Ela finalizou enfatizando a importância de cumprir a lei e respeitar a tabela salarial da categoria.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

