Na manhã desta quinta-feira, 9 de novembro, a Polícia Federal lançou a Operação Repasse, focando na execução de mandados judiciais relacionados à mineração ilegal de ouro em Santaluz.
Essa ação é uma continuidade das operações “Garça Dourada”, “Serra Dourada” e “Lixiviação”, que ocorreram em 6 de junho, 17 de abril e 26 de agosto de 2024, respectivamente. Durante essas investigações, foi constatado que os suspeitos estavam envolvidos há anos na extração ilegal de ouro na área de Santaluz. Com o tempo, suas atividades criminosas progrediram para a criação de laboratórios onde processavam e refinavam “rejeitos” oriundos de moagens realizadas por garimpeiros ilegais usando métodos químicos industriais.
O processo de extração do ouro ocorre através da lixiviação, que utiliza grandes quantidades de Cianeto de Sódio. É importante ressaltar que o uso irregular tanto do Cianeto de Potássio quanto do Cianeto de Sódio, substâncias que são extremamente tóxicas e cuja comercialização é regulamentada pelo Ministério do Exército, pode gerar sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente da região.
Relatórios periciais recentes indicam que os danos ambientais causados pela organização criminosa em questão ultrapassam R$ 180 milhões. Nesta fase atual da investigação, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Santaluz, com o intuito de recolher bens previamente identificados (que já haviam sido sequestrados judicialmente), além da apreensão incidental de outros itens.
Os indivíduos investigados enfrentam acusações por diversos crimes, incluindo usurpação dos bens da União, associação criminosa, posse ilegal de artefatos explosivos, extração não autorizada de recursos minerais, armazenamento e uso inadequado de substâncias tóxicas e lavagem de dinheiro. As penas combinadas para essas infrações podem totalizar até 29 anos de prisão.
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