O Museu Regional de Arte do Centro Universitário de Cultura e Arte (MRA/Cuca) está exibindo a mostra coletiva “Feyra-8”, promovida pelo Coletivo Guayense, até o dia 7 de outubro. Com foco na ficção especulativa, a exposição aborda a questão da obsolescência programada para instigar reflexões sobre a vida no ambiente digital. A visitação é gratuita.
A obsolescência programada refere-se a uma abordagem de fabricação onde os produtos são intencionalmente criados para ter uma curta durabilidade ou se tornarem rapidamente ultrapassados. A mostra oferece aos visitantes uma viagem para um futuro distópico ou uma realidade alternativa onde Feira de Santana é dominada por uma versão ficcional do bairro “Feira VIII”, cuja localização exata ainda gera especulações entre os moradores locais. A proposta utiliza a tecnologia e os impactos ambientais como ferramentas para reflexão sobre a existência digital.
Esta exposição dá continuidade à instalação imersiva e performance com o mesmo nome realizada pelo Coletivo Guayense durante o evento Aberto das Artes do Cuca em 2025. O projeto traz elementos da ficção especulativa para discutir a fragmentação da experiência contemporânea, abordando conflitos da juventude em relação ao (ciber)espaço feirense, além de temas como obsolescência programada, descarte de eletrônicos, e as tensões entre o “local” e o “global”. Também são exploradas as inquietudes surgidas da antítese entre a vida no interior e o acesso à internet, bem como o crescente entrelaçamento entre realidade e ficção.
A abertura da “Feyra-8” ocorreu no Aberto das Artes do Cuca em 2026, contando com apresentações musicais do grupo Quaternária, da banda Castelle e da artista paulista Grisa. A sala imersiva, que incorpora resíduos eletrônicos em sua estrutura, recebeu apoio do Recicla FSA e do Vida Logística Reversa.
Sobre o Coletivo Guayense
Formado em 2025, o Coletivo Guayense é um grupo multidisciplinar dedicado à pesquisa e arte experimental, composto por jovens artistas visuais, escritores e músicos da região de Feira de Santana. O nome do coletivo remete ao “Feiraguay”, refletindo a antropofagia cultural local. Suas práticas incluem técnicas e referências que vão desde autoficção até filosofia, psicanálise, teorias conspiratórias, cibercultura e gambiarras tecnológicas, utilizando essas abordagens para comentar sobre a relação entre a cultura digital e a juventude no interior da Bahia.
Serviço
Exposição “Feyra-8” do Coletivo Guayense
Local: Museu Regional de Arte do Cuca
Data: De 17 de setembro até 07 de outubro de 2026
Horário: segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 14h às 17h30; sábado das 9h às 12h e das 14h às 17h.
A entrada é gratuita.
Para mais detalhes: https://www.instagram.com/feyra_8
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