Desde junho, a Operação Mulher Segura 2026 já registrou 647 detenções na Bahia, sendo que 514 delas ocorreram em flagrante e 133 foram resultado do cumprimento de mandados judiciais. Este esforço tem como foco a prevenção, o atendimento às vítimas e o combate à violência contra as mulheres nas cidades baianas.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em colaboração com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA). Seu objetivo é prevenir e enfrentar diversas formas de violência contra as mulheres, através de ações educativas, preventivas, ostensivas e repressivas.
Entre junho e outubro, foram realizadas 5.284 operações, com um total de 12.669 vítimas atendidas e 29.178 pessoas impactadas pelas atividades educativas em todo o estado.
Resultados de outubro
No mês atual, as iniciativas educativas alcançaram 4.433 indivíduos. Durante esse período, as equipes realizaram 716 operações e prestaram atendimento a 1.196 vítimas. O relatório também indica que 87 prisões foram efetuadas, das quais 78 em flagrante e nove em decorrência de mandados judiciais.
As prisões incluem casos de ameaça, estupro, lesão corporal, crimes contra a honra, feminicídio consumado e tentado, descumprimento de medidas protetivas urgentes e perseguições, entre outras infrações.
CICC
Na manhã desta quinta-feira (29), foi ativado o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que irá monitorar as atividades do Dia D da Operação Mulher Segura 2026. O funcionamento do centro está programado para se estender até às 18h.
O CICC conta com a participação das Polícias Militar, Civil e Técnica, do Corpo de Bombeiros Militar e das Superintendências de Gestão Integrada da Ação Policial (SIAP), Telecomunicações (Stelecom), Inteligência (SI), Gestão Tecnológica e Organizacional (SGTO) e Prevenção à Violência (SPREV).
Além disso, representantes da Secretaria das Mulheres (SPM) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estão envolvidos na mobilização, promovendo uma maior integração entre os órgãos responsáveis pelas ações de proteção e combate à violência contra as mulheres.
Essa estrutura é fundamental para otimizar a comunicação entre os órgãos envolvidos, facilitar a tomada de decisões e coordenar as ações necessárias.
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